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terça-feira, 20 de abril de 2010

Cinemark faz acordo com MPE para garantir acessibilidade

Acordo firmado entre o Ministério Público Estadual e a Rede Cinemark prevê a adaptação das instalações às normas de acessibilidade a pessoas com deficiência. O acordo, cujo nome jurídico é Termo de Ajustamento de Conduta, é fruto de inquérito aberto pela promotora Cristiane Rizkallah para apurar a inadequação do prédio.
Foram quase cinco meses para chegar ao TAC. Nesse tipo de instrumento jurídico, caso o combinado não seja cumprido, pode haver ação civil pública contra o Cinemark.
As conversas começaram em janeiro deste ano, quando o Cinemark iniciou uma reforma e a promotora viu nela a oportunidade para garantir as adequações do prédio ao decreto nº 5.296/2004. Ele prevê que cinemas, casas de espetáculos, auditórios e outros estabelecimentos devem garantir espaço de sua lotação para pessoas em cadeira de rodas, distribuídos pelo recinto em locais diversos, de boa visibilidade, próximos aos corredores, devidamente sinalizados, evitando-se áreas segregadas de público e obstrução das saídas.
As alterações serão realizadas em duas etapas. A primeira, no saguão do Cinemark, tem prazo até junho deste ano para ficar pronta, e inclui sinalização em braile, rebaixamento do balcão para venda de ingressos e de alimentos, disponibilidade de intérprete de libras, entre outras medidas. Para as obras nas salas, a rede de cinemas recebeu prazo até agosto para apresentar o projeto das intervenções. O prazo para a execução das obras será definido em nova reunião com o MPE.
Problema comum - Segundo a promotora que cuida do caso, apesar de a legislação de acessibilidade existir há bastante tempo, poucos estabelecimentos públicos ou privados estão cumprindo as regras de acessibilidade. Muitas vezes, afirma, são medidas simples e altamente realizáveis, mas que fazem a diferença para o cidadão. “Está sendo comum a falta de consciência das pessoas e a deficiência na fiscalização da Prefeitura, e raro está sendo o contrário. E as casas de espetáculo e auditórios não estão fazendo parte das exceções”, afirma.
A promotora cita o Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo como outro local com graves problemas de acessibilidade. “Enquanto os administradores públicos e os empresários não se conscientizam disso, e não promovem as adequações legais aos edifícios de suas sedes, o Ministério Público acaba tendo a dura missão de procurar consertar cidades mal construídas, chamando a atenção para esse sistema que exclui as pessoas”, observa. Para o Centro, que abriu ontem licitação para obras, ainda não há investigação aberta pelo MPE.

Por Marta Ferreira

quarta-feira, 17 de março de 2010

Rede de cinemas é denunciada ao MPE por desrespeitar lei

Sem rampas para acessos a deficientes às poltronas, o Cinemark/ Campo Grande foi denunciado ao Ministério Publico Federal, pelo deputado estadual Paulo Duarte (PT).
O petista protocolou na manhã desta quarta-feira representação na Promotoria de Justiça da Cidadania de Campo Grande, por desrespeito à Lei da Acessibilidade.
Duarte segue na linha de outras ações movidas no País contra cinemas que dificultam a locomoção de quem depende de cadeira de rodas, principalmente.
A alegação é de que no interior das salas de projeção não há rampas ou elevadores, que permitam aos expectadores com deficiência assistir aos filmes com mais conforto.
“Os acessos aos locais mais elevados são constituídos de escadas, de modo que consumidores cadeirantes ou com mobilidade reduzida são obrigados a se acomodar num pequeno espaço da primeira fileira de poltronas. É a popularmente denominada ‘turma do gargarejo’, que tem extrema dificuldade e desconforto para assistir aos filmes e ler as legendas”, reforçou Paulo Duarte, em nota enviada à imprensa.
A apuração ficará sob responsabilidade da promotora Cristiane Barreto Nogueira Rizkallah.
A expectativa é que a rede seja comunicada inicialmente para a adequação do espaço na Capital e assim evite uma ação civil pública.
Segundo a promotora, a empresa terá prazo até o início do mês de abril para a empresa se pronunciar e apresentar uma solução. (Com informações da assessoria).
 
Fonte: Ângela Kempfer