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terça-feira, 20 de abril de 2010

Prefeito Nelsinho Trad mostra seu lado Preconceituoso

Em relação ao caso da Pedagoga Telma Nantes, o prefeito Nelsinho Trad desferiu essa pérola: “Não temos preconceito, queremos aproveitar a professora, cartas de repúdio não param de chegar à Prefeitura. Eu considero difícil uma professora cega cuidar de 15 a 20 alunos. Algum de vocês [repórteres] teria coragem de deixar filho pequeno com uma professora cega? Ela é inapta, mas quero aproveitar, não quero desprezar e vou chamá-la para conversar. Acho que cuidar de 1 a 2 alunos não seja comprometedora”.

Os maiores cegos fomos nós, ao eleger um hipócrita e desrespeitoso sujeito que nem vergonha tem, principalmente com a população de Pessoas com Deficiência.
Infelizmente, para nós deficientes, isso não é novidade, não é a primeira vez que o prefeito comete o crime de preconceito e discriminação. No final de 2007, ele criou a Coordenadoria de Acessibilidade e chegou a dar posse ao Binho (tetraplégico), tirou fotos para a imprensa e, depois, deu um "pé na bunda" do Binho. Este, que nem chegou a ter um local para trabalhar, simplesmente abandonou o Binho.
Agora, mais uma vez, mostra seu lado arrogante, preconceituoso e desrespeitoso, teria que ser processado por discriminação e preconceito.
Os grandes Deficientes dessa história somos nós, pois, elegemos um prefeito que não merece nosso respeito e, muito menos, o nosso VOTO!
Acorda Campo Grande!!!!!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Aprovada, cega não consegue vaga de professora

"Essa decisão é um desestímulo à inclusão, uma falta de respeito com o ser humano”, desabafou Telma Nantes, diretora do Instituto Sul-mato-grossense para Cegos FlorisValdo Vargas, ao reclamar que embora tenha passado em primeiro lugar em concurso público para professora da Secretaria Municipal de Educação de Campo Grande, foi desclassificada pela banca examinadora por ser deficiente visual. Na sessão de hoje da Assembléia, o deputado petista Pedro Kemp (com Telma na foto), coordenador da Frente Parlamentar de Defesa da Pessoa com Deficiência, pediu à Casa que solicite à Prefeitura anulação da decisão. Alega que o mais adequado seria avaliar a professora durante o estágio probatório. “Conforme o art. 43 do Decreto Federal 3298/99 a função de uma equipe multiprofissional é avaliar a compatibilidade entre as atribuições do cargo e a deficiência do candidato durante o estágio probatório e não indeferir de pronto a admissão do candidato”, justifica o parlamentar, na indicação. Telma diz que irá à justiça caso sua exclusão não seja revista.

Fonte: Josy Macedo/Assessoria parlamentar