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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Prefeito preconceituoso e dissimulado!

Em relação a professora Telma Nantes, cega, que passou em concurso e foi discriminada, sofreu preconceito, foi humilhada, enganada e agora na hora de assumir o cargo, tem que se sujeitar aos caprichos do prefeito. Ela entrou na justiça pedindo indenização de R$ 120 mil, valor que não paga o que ela passou.

O prefeito quer que ela retire a ação para poder ser nomeada, absurdos e mais absurdos desse prefeito preconceituoso e desrespeitoso quando o assunto é a Acessibilidade.

Segundo Nelsinho, a questão virou judicial e que a professora será nomeada caso desista da ação judicial. “Eu pensei que ela quisesse trabalho, agora ela está agindo como alguém que quer indenização”, afirma Nelsinho.

Ela quer indenização por ter sido discriminada, se não tivesse sido discriminada, não estaria na justiça. Acho que ela tem que seguir na justiça e ser nomeada, caso contrário, estará cedendo à mais um ato de discriminação e coação por parte do prefeito Nelson Trad Filho.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Prefeito Nelsinho Trad mostra seu lado Preconceituoso

Em relação ao caso da Pedagoga Telma Nantes, o prefeito Nelsinho Trad desferiu essa pérola: “Não temos preconceito, queremos aproveitar a professora, cartas de repúdio não param de chegar à Prefeitura. Eu considero difícil uma professora cega cuidar de 15 a 20 alunos. Algum de vocês [repórteres] teria coragem de deixar filho pequeno com uma professora cega? Ela é inapta, mas quero aproveitar, não quero desprezar e vou chamá-la para conversar. Acho que cuidar de 1 a 2 alunos não seja comprometedora”.

Os maiores cegos fomos nós, ao eleger um hipócrita e desrespeitoso sujeito que nem vergonha tem, principalmente com a população de Pessoas com Deficiência.
Infelizmente, para nós deficientes, isso não é novidade, não é a primeira vez que o prefeito comete o crime de preconceito e discriminação. No final de 2007, ele criou a Coordenadoria de Acessibilidade e chegou a dar posse ao Binho (tetraplégico), tirou fotos para a imprensa e, depois, deu um "pé na bunda" do Binho. Este, que nem chegou a ter um local para trabalhar, simplesmente abandonou o Binho.
Agora, mais uma vez, mostra seu lado arrogante, preconceituoso e desrespeitoso, teria que ser processado por discriminação e preconceito.
Os grandes Deficientes dessa história somos nós, pois, elegemos um prefeito que não merece nosso respeito e, muito menos, o nosso VOTO!
Acorda Campo Grande!!!!!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Esse eu dei o troco...

Estou pensando em voltar a dirigir (uia!), mas, para isso, preciso adquirir um carro com câmbio "tomátic", eis o início dos problemas!!!
Primeiro que é mais caro, depois eu tenho problema com quem e como colocarão minha cadeira "elétrica" no porta-malas (é pesaaaada), mais custos de adaptações (sou um Tetrão), e, por último, tirar minha nova habilitação. Tá complicado, né?
Vejam só, não bastando todas as condições citadas acima, fui numa concessionária ver valore$$$ de carros, de cara, um caminhão guincho parado na frente da vaga para "NÓIS" os "malacabados", pedi ao segurança que solicitasse ao digníssimo para tirar o caminhão dali, o mesmo disse que não iria chamar o motorista, bom, disse-lhe então que, eu iria colocar minha van (devidamente identificada com adesivo na frente e atrás) na entrada da loja e, que ninguém entraria ou sairia, até eu ter "minha" vaga desocupada...
Por sorte o "educadinho" do motorista apareceu e foi embora. Estacionamos, desci e fui atendido por uma loira chick! Logo veio um magrelo feio pra me atender, ocêis pricisava vê o atendimento do sujeito, numa vontade!!!
Tamém, imagina né, um "malacabado" numa cadeira de rodas, num deve di tê condição di comprá um tomóvel, né, não?
Fiquei indignado, mas, resolvi dar uma canseira no magrelo, perguntei preço de tudo quanto é carro naquela loja, fiz ele arrumar um "metro" e medir porta, porta-malas, altura de teto, minha altura na cadeira, só não mandei medir a ignorância dele.
Depois disso tudo, falei pra ele me passar tudo a limpo e me enviar por e-mail, ele tava pra chutar o balde, quando derrepente, apareceu o gerentão geral da concessionária, que por sinal, muito amigo meu!
Já chegou me chamando de Doutor e mandando o magrelo me atender da melhor maneira possível, ô dó!
Vocês precisavam ver a cara do magrelo, "cara de bunda". Até pensei em começar tudo de novo, mas, quer saber? Deixa pra lá.
Não vou comprar lá mesmo...
Fica aqui mais um relato de discriminação velada, essa pelo menos, dei uma judiada no idiota.

Por Adriano Garcia

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Desrespeito e discriminação velada

É incrível como as pessoas ainda ignoram a presença e às leis das Pessoas com Deficiência, dias atrás estive em uma loja de telefonia, queria apenas trocar meu velho aparelho celular, é aí que tudo começa, o que poderia ser uma simples e desenrolada ação passa a ser uma desgastante e tensa tentativa de ter os nossos direitos respeitados.
Acompanhado de minha esposa entramos na loja, ela pegou uma senha e fomos aguardar, pronto, eis um início de tudo para dar em nada. Um atendente vendo um cadeirante (eu) logo se aproximou e nos disse para que fossemos atendidos como sendo "especiais", pois bem, obrigado pela atenção.
No entanto, nossa senha nos dava o direito de sermos atendidos em 2º lugar, então, passou se 7 pessoas em minha frente quando chamei o atendente e disse-lhe: "prefiro minha senha normal, pois, já se passaram 7 e eu ainda estou aqui sem ser atendido, não entendi o significado de ser "especial".
O rapaz com certa boa vontade dirige-se ao guichê "atendimento preferencial" e diz ao atendente para nos atender, vejo quando o atendente faz sinal de negativo e sai, pois bem, o atendente dirige-se à outro atendente bem a minha frente e lhe pergunta se poderia me atender, o sujeito na maior falta de educação e respeito diz que o horário acabou e ele tava indo embora, como de fato o fez!
Nem preciso dizer que minha paciência estava por um fio, né?
Olhei para a gerente e a mesma percebendo a "cagada", insistia em ficar grudada ao celular, devia tá falando com São Pedro, pelo menos pedindo orientação de como sair dali sem ser chamada por mim, perda de tempo...
Como insistiu em nos ignorar, minha mulher foi lá e a chamou, eu logo disse: a senhora não deveria estar gerenciando a loja e o sistema de atendimento? "Sim, qual o problema?"
Expliquei tudo com muita calma, e, disse-lhe que quando um cadeirante entra numa loja, nem sempre ele pedirá esmola ou ajuda, às vezes queremos ser atendidos, só isso!
Com todo respeito que ela merece, a digníssima arrumou uma atendente para nos atender e, pasmém, foi atender outro cliente. Ora, se sabe atender, porque não nos atendeu logo?
Em fim, fui atendido, justiça seja feita, muito bem pela atendente Dayana. Fui embora com aquele sentimento horrível de discriminação velada, chegando em casa enviei um e-mail à ouvidoria da empresa relatando o absurdo, 10 dias depois me responderam, provavelmente, com uma resposta padrão, pois, não mencionava em nada o assunto da reclamação e nos agradecia pela preferência, é mole?
Nessas horas me vem à cabeça, se tivesse atendentes com Deficiência Física naquela loja, tenho certeza que todos os clientes, sem distinção, seriam muito bem atendidos.
Prestem atenção senhores empresários, há uma legião de gente competente querendo e precisando trabalhar, e, o fato de apresentarem alguma deficiência física não lhes tiram a competência e nem muito menos, a educação.
A loja em que eu estive e aconteceu essa presepada é a Loja da VIVO do Shopping Campo Grande.

Por Adriano Garcia

segunda-feira, 8 de março de 2010

Não podemos ter medo de viver!

Nós, pessoas com deficiência, vivemos lutando para termos um espaço digno em nossa sociedade, afinal, somos filhos dessa sociedade, por que então essa discriminação?
As pessoas que nos veem diferente? Ou nós é que fazemos questão de sermos diferentes? Nossa luta caminha rumo a ter os direitos reconhecidos e respeitados, e, se ao invés dessa forma de luta, que na verdade, são poucos os que efetivamente lutam, nós começarmos por a cara nas ruas, nos shoppings, nos cinemas, nas baladas, nos bares, etc.
Vamos nos fazer ser vistos, quem sabe assim as pessoas também se acostumarão com nossa presença, começarão a ter consciência e a respeitar mais as ditas "diferenças".
Vamos batalhar pela igualdade, fazer com que nos vejam e respeitem as leis da acessibilidade, mas, para isso, temos que ser vistos!
Saiam de casa, venham para a vida, vamos ser vistos, vamos nos mostrar, é o único jeito de sermos felizes...
De nada adiantará exigirmos Inclusão Social se não nos incluirmos, de nada adiantará reclamar de Exclusão Profissional se não batermos às portas e mostrar do que somos capazes.
O nosso "melhor" mundo depende da gente também.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A luta pelo respeito e dignidade

Telma Nantes, a professora com deficiência visual que passou em concurso público da prefeitura de Campo Grande, continua lutando pelos seus direitos, o de assumir a vaga para qual foi aprovada.
Esclarecendo um detalhe que a imprensa noticiou de maneira equivocada, a Telma passou em 1º lugar no Concurso, mas, foi em 1º lugar no geral e, não, em 1º lugar entre as vagas para as Pessoas com Deficiência. Só isso, já mostra a capacidade e competência da Telma, que é Pedagoga e vice-presidente de entidade nacional para cegos, é também, dirigente do ISMAC - Instituto Sul-mato-grossense para Cegos.
“Como educadora, entendo que a educação infantil exige o cuidar e o educar de crianças desde o berçário até 5 anos. A professora não teria condições”, disse Maria Cecília Amêndola, Secretária Municipal de Educação, ou seja, a Telma já tem um pré-julgamento decidido pela equipe multidisciplinar e endossado pela Secretaria Municipal de Educação, simplesmente, lamentável.
A luta pela Acessibilidade além de parecer sem fim, ela é usada e manipulada conforme interesses políticos, no final de 2007, o então Prefeito Nelson Trad Filho, visionando as eleições municipais, criou a Coordenadoria da Acessibilidade, na qual o Binho, um tetraplégico, seria o coordenador, pois bem, essa coordenadoria só teve a solenidade da posse, logicamente, com a presença da imprensa. O Binho nunca chegou a ter se quer, um local para trabalhar, isso é o que o Prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB) fez de melhor em sua gestão para nós, Pessoas com Deficiência.
O respeito, a dignidade, as leis, a Constituição Nacional, foram amplamente jogadas ao nada, o que nos sobrou foi a pura arte covarde da discriminação, que mais uma vez, se mostra latente na gestão do senhor Nelson Trad Filho.
Prefeito, assuma uma posição no caso da professora e pedagoga Telma Nantes, ou o senhor deixará cair em mais um descaso para com as Pessoas com Deficiência? Como deixou a Coordenadoria da Acessibilidade!
Toda luta que travamos para com o respeito às leis, simplesmente é desrespeitada por pessoas que, teóricamente, deveriam ser "conscientes", no entanto, ainda vemos algumas barbaridades, como: Telma Nantes, quando teve que ser entrevistada pela equipe multidisciplinar da Secretaria de Educação, foi surpreendida pelas risadas de um médico que teria dito: “Como você pensa que vai ensinar desse jeito?”.
Enquanto em cidades paulistas existem professores portadores de deficiência visual, em Campo Grande, a profissional foi considerada inapta por não ter condições de corrigir cadernos e provas.
“Ao inscrever no concurso o candidato toma ciência que passara pela comissão de avaliação. Esta avaliação é aplicada em todos os concursos. As regras do concurso estão publicadas no suplemento do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande), do dia 03.11.2009. A Prefeitura de Campo Grande segue a Lei Federal de 3.299 de 20 de dezembro de 1999”.
Pois é, viver com um problema físico não é tão difícil para nós, afinal, nos superamos a cada dia, o problema está nos deficientes de consciência e de respeito, estes sim, são uma barreira ainda intransponível para a Inclusão Social, Profissional e para nossa tão sonhada ACESSIBILIDADE.
Como um cadeirante, tetraplégico e solidário a Telma, em relação a "risadinha" do tal médico, deixo um ditado popular: "O maior cego é aquele que não quer enxergar".
Deixo também um alerta aos nossos políticos: Em 03 de outubro de 2010, os cegos enxergarão e os aleijados andarão até as urnas!
Desprezam nossas capacidades, mas, cuidado com nossos votos!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Exemplo de competência é discriminada

Ao invés de parabenizar a Professora Telma Nantes que passou em 1º lugar entre os deficientes visuais que fizeram o concurso público da Secretaria Municipal de Educação no ano passado, a mesma vem sofrendo uma discriminação covarde e, perigosamente desrespeitosa. Pois, põe em risco o espaço já conquistado pela Acessibilidade e Inclusão Social.
Só o fato de passar em primeiro lugar mostra que ela é e está mais capacitada que muitos outros.
Ela é cega!
E daí?
Não devemos julgar se ela enxerga ou não, mas sim, se ela é capaz de cumprir a função para a qual foi aprovada, que tenho certeza, muitos irão se surpreender.
Não é possível que nos dias atuais, ainda temos que conviver com uma discriminação absurda e sem propósito. É uma forma de desrespeito covarde para com um ser humano.
Tenho certeza, que as pessoas que estão por trás da desclassificação da Telma, não tem a metade da competência que a Telma mostrou, e, dignidade e respeito passam longe dessas pessoas.
O que inviabiliza a Acessibilidade é a ignorância dos fracos.
O respeito, a acessibilidade e a consciência da sociedade virá através do nosso empenho e da nossa luta.
Não desista Telma, estamos com você.

Adriano Garcia

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

UM GOSTO DE INJUSTIÇA

Pessoal, hoje, seguramente, escrevo um dos textos mais difíceis dessa minha curta jornada de blogueiro.
Difícil porque sinto como se um ácido tivesse descendo pela minha “guela” enquanto penso em como dividir com vocês mais esse capítulo da saga de quem vive num mundo paralelo, empurrado para ele pela indiferença, pela falta de condições de acessibilidade, por uma visão ainda existente de que quem é deficiente é menos do que os outros seres humanos comuns.
Há cinco meses, contei aqui a história da Ana Carolina, advogada de Poços de Caldas (MG) que foi impedida de entrar em uma loja para comprar cadeiras. Para quem não leu ou não se lembra dos detalhes, clique no bozo que eu conto tudo... Talvez, seja fundamental bater o olho no post antigo para entender mais certo a minha angústia...
Enfim, a Aninha (que é uma florzinha miudinha, mesmo ) não foi apenas impedida de entrar na espelunca, ela foi humilhada, ela foi tratada como um ser humano menor de uma forma flagrante e desavergonhada. Ela sofreu preconceito direto e claro.
A moça não titubeou e entrou na Justiça com um pedido de ressarcimento por danos morais. E não era a grana que ela estava atrás. Ela queria, sim, era um instrumento legal para empunhar ao mundo que temos direito à dignidade, ao acesso amplo à interação com o local que bem desejarmos, ao respeito...
Não conseguir entrar em um local acontece com todo os deficientes montados ou que puxam cachorro guia a todo momento. Mas, sentir na pele que não querem que você entre num recinto por causa da sua condição física, é outro departamento...
Na audiência de reconciliação, o dono da loja, reconhecendo a meleca que fez e propôs um acordo. A Ana, que tomou uma atitude coletiva e não individual, negou receber lá umas migalhas. Queria saber o que, de fato, a Justiça achava daquela situação. Eu dou os meus aplausos por essa atitude.
Pois bem, em sua sentença, que não serve para ser discutida e sim para ser cumprida, o juiz Maurício Ferreira Cunha, deu uma rasteira que só não derrubou a Aninha porque a cadeira de rodas tá lá pra ampará-la. Agora, degustem um pouco do sabor amargo da "interpretação" feita da situação.

“O ônus da prova é a conduta que se esperava da parte para que a verdade dos fatos alegados seja admitida (...) não se viu satisfatoriamente desincumbido pela requerente (...) este juízo julga improcedente o pedido.”

Como jornalista, como cidadão tenho de engolir a seco e baixar a cabeça pra autoridade, mas, como deficiente, igualzinho a Ana (um pouco menos tortinho que ela ), digo que fiquei numa vontade de chorar sem tamanho lendo isso e de achar que não houve nada de justiça, de amparo, de conserto da ordem social.
Todo o fato foi acompanhado pela mãe da Aninha. E me digam uma coisa, queridos leitores: que preconceito, que humilhação deixa testemunhas? Sinceramente, senhor juiz, não deixa não, só deixa uma mácula na nossa trajetória “malacabada”, isso deixa sim. Em todas as situações em que me senti o cocô do cavalo do bandido por ser paraplégico só estavam eu e o meu algoz e, em vários momentos, lá estava também a minha mãe.
A decisão judicial, tem outros pontos de arrepiar os cabelos de quem tem (não é meu caso, infelizmente ).

“Há de ponderar, assim, que ainda que tenha havido um certo desconforto do contato da requerente com funcionários da empresa requerida (ressalvando que a requerente e sua genitora lá já haviam estado anteriormente (...) fato é que não se vislumbrou nos autos qualquer mácula ou constrangimento à pessoa (...).”

Como assim, “um certo desconforto”? Sempre cito o caso dos negros. Quem é negro não sente um “desconforto” quando o humilham por sua cor, tanto é que, agora, ele pode acionar a policia e firmar um ato de preconceito, mas, com deficiente que é impedido de entrar em um lugar, é um “certo desconforto”? Eu te digo, senhor, juiz, não é desconforto, é se sentir rebaixado, é se sentir excluído, desamparado. É se sentir aflito diante de um flagrante de crime contra a raça humana.
Claro que ela havia estado na loja! A porta de acesso, que estava aberta das outras vezes, estava trancada na última e os donos SE NEGARAM a abrir!!!! Se negaram a facilitar o acesso. Não queriam uma cadeirante no local, naquele momento.
Vai lá... despejem a ira no vazo do banheiro que tem mais:

“Não se trata de um serviço mantido pelo Poder Público. Trata-se, sim, de uma empresa voltada ao comércio varejista de móveis que como tantos outros (milhares) não tem sua estrutura totalmente adaptada seja pela dificuldade financeira, econômica ou qualquer outro pressuposto.”
 
Esse dizer do magistrado, coloca por terra tudo o que eu entendo por igualdade de oportunidades, de direito pleno de ir e vir, rasga a convenção da ONU pelos direitos da pessoa com deficiência. Não pode entrar no restaurante? A vida é dura. O bar não tem banheiro pra você, cadeirante? Lamento. O shopping tem escadas? Sorry, fio, fique em casa, desista, se enterre na Matrix.
Essa sentença, seu juiz, com todo respeito que lhe devo, é uma paulada certeira na fuça de milhares de pessoas com deficiência que se mobilizam, pressionam e se atrevem a conviver nesse mundo que o senhor, certamente, pode caminhar livremente. Tenho por certo que o Poder Judiciário trabalha com fatos, com os mandamentos da lei, mas também tenho ciência de que quando se batem nas palavras, quando se espancam as interpretações, elas hão de promover aquilo que bem entendemos...
A Aninha ainda não decidiu se irá recorrer da decisão. Caso ela perca em outra instância, terá de arcar com as custas do processo e com os honorários do advogado da outra parte...

Postado por Jairo Marques -  http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br