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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Tá reclamando de que???

Tá Reclamando do Lula? da Dilma? do Arrruda? do Sarney? do Collor? Do Renan? do Palocci? do Delúbio? Da Roseanne Sarney? Dos políticos distritais de Brasília? do Jucá? do Kassab? Dos mais de 300 picaretas do Congresso Nacional? E você?

Brasileiro Reclama De Quê?

O Brasileiro é assim:
1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.
2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.
3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.
4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura.
5. - Fala no celular enquanto dirige.
6. -Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.
7. - Para em filas duplas, triplas em frente às escolas.
8. - Viola a lei do silêncio.
9. - Dirige após consumir bebida alcoólica.
10. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.
11. - Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.
12. - Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho.
13. - Faz " gato " de luz, de água e de tv a cabo.
14. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.
15. - Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto.
16. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.
17. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20.
18. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.
19. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.
20. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.
21. - Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata.
22. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.
23. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.
24. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.
25. - Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.
26. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis.... como se isso não fosse roubo.
27. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.
28. - Falsifica tudo, tudo mesmo.... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.
29. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.
30. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.

E quer que os políticos sejam honestos...
Escandaliza- se com a farra das passagens aéreas...
Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo ou não?
Brasileiro reclama de quê, afinal?
E é a mais pura verdade, isso que é o pior! Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário!
Vamos dar o bom exemplo!

Espalhe essa idéia!

"Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos..."
Amigos!
A mudança deve começar dentro de nós, nossas casas, nossos valores, nossas atitudes!

Autor Desconhecido

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Esse eu dei o troco...

Estou pensando em voltar a dirigir (uia!), mas, para isso, preciso adquirir um carro com câmbio "tomátic", eis o início dos problemas!!!
Primeiro que é mais caro, depois eu tenho problema com quem e como colocarão minha cadeira "elétrica" no porta-malas (é pesaaaada), mais custos de adaptações (sou um Tetrão), e, por último, tirar minha nova habilitação. Tá complicado, né?
Vejam só, não bastando todas as condições citadas acima, fui numa concessionária ver valore$$$ de carros, de cara, um caminhão guincho parado na frente da vaga para "NÓIS" os "malacabados", pedi ao segurança que solicitasse ao digníssimo para tirar o caminhão dali, o mesmo disse que não iria chamar o motorista, bom, disse-lhe então que, eu iria colocar minha van (devidamente identificada com adesivo na frente e atrás) na entrada da loja e, que ninguém entraria ou sairia, até eu ter "minha" vaga desocupada...
Por sorte o "educadinho" do motorista apareceu e foi embora. Estacionamos, desci e fui atendido por uma loira chick! Logo veio um magrelo feio pra me atender, ocêis pricisava vê o atendimento do sujeito, numa vontade!!!
Tamém, imagina né, um "malacabado" numa cadeira de rodas, num deve di tê condição di comprá um tomóvel, né, não?
Fiquei indignado, mas, resolvi dar uma canseira no magrelo, perguntei preço de tudo quanto é carro naquela loja, fiz ele arrumar um "metro" e medir porta, porta-malas, altura de teto, minha altura na cadeira, só não mandei medir a ignorância dele.
Depois disso tudo, falei pra ele me passar tudo a limpo e me enviar por e-mail, ele tava pra chutar o balde, quando derrepente, apareceu o gerentão geral da concessionária, que por sinal, muito amigo meu!
Já chegou me chamando de Doutor e mandando o magrelo me atender da melhor maneira possível, ô dó!
Vocês precisavam ver a cara do magrelo, "cara de bunda". Até pensei em começar tudo de novo, mas, quer saber? Deixa pra lá.
Não vou comprar lá mesmo...
Fica aqui mais um relato de discriminação velada, essa pelo menos, dei uma judiada no idiota.

Por Adriano Garcia

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Série Superação: Um pouco de mim e da minha profissão.

Alguns dias atrás, conheci via net o Jairo Marques, ele tem um dos melhores blogs do gênero (Acessibilidade), o blog é http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com/ e o "malacabado" é meu conterrâneo, somos de Três Lagoas-MS, visitem o blog dele, vale à pena.
Falando sobre minha lesão, eu que sou tetraplégico, quando ele ficou sabendo que eu sou Méd. Veterinário e que eu vou para ás fazendas, faço julgamento de bovinos em exposições, etc., ele disse que já havia desistido de encontrar um "malacabado" nessa profissão. Me achou papudo ... huahuahua.
Desde meu acidente, assim que recobrei a memória e a consciência, meu único objetivo era o de poder voltar a trabalhar, não tinha nem ideia de como faria, mas, era o que eu queria, e, eu batalhei, teimei e contrariei médicos, e, dei uma tapiada no destino....
Meu filho estava com 56 dias de nascido, minha esposa, uma companheira de todas às horas, minha família e a dela me dando apoio, meus amigos por perto e apoiando, por que não voltar a trabalhar? E mais, por que não voltar a ser feliz?
Eu trabalho na área da Pecuária de Melhoramento Genético, sou gerente da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu) em Campo Grande-MS, vou em fazendas, faço as avaliações zootécnicas e morfológica dos animais para selecionar os que receberão o Registro.
Hoje, eu faço muito mais atividades do que antes do meu acidente, tenho uma família linda, ótimos amigos, criadores que respeitam minhas limitações físicas e, o mais importante, solicitam o meu trabalho. Investi em cadeiras de rodas que pudessem me proporcionar acessibilidade em diferentes tipos de terrenos, afinal, eu vou pra currais embarreados, com bosta de gado, areia, pedra, capim, etc.
Portanto meus amigos, se nos restou a vida, pode ter certeza, que ainda, temos tudo.
O respeito, a acessibilidade e a consciência da sociedade virá através do nosso empenho e da nossa luta. Não fiquem em casa chorando, vamos à luta!

Às pessoas que quiserem entrar em contato, meu e-mail é adrianogarciavet@gmail.com ou pelo e-mail do blog, acessibilidadems@gmail.com. Vamos nos unir, vamos nos fortalecer, nossa luta é árdua sim, mas, nós somos e temos que ser ATREVIDOS!

Adriano Garcia - Tetraplégico e Cidadão.

sábado, 30 de janeiro de 2010

UM MUNDO INACESSÍVEL

O tema Acessibilidade tem sido a tônica do momento, por muitos e muitos anos a Pessoa com Deficiência esteve à margem da sociedade, seja pelo preconceito ou por uma simples e ignorante falta de conhecimento do assunto. A Constituição através de leis extremamente pertinentes e de sensibilidade única, tenta, porém, sem muito efeito, incluir a Pessoa com Deficiência no seio da sociedade tida como “normal”, mas, leis escritas em papel sem alguém ou alguns que as façam serem cumpridas, acabam se tornando obsoletas, esquecidas, desrespeitadas, enfim, sem valor algum.
Mas as leis não passam de uma imposição, eu diria até, de uma simplória forma dos legisladores se sentirem politicamente corretos e, até mesmo, de se sentirem menos culpados pela desigualdade criada ao longo da existência da humanidade.
É fato que, qualquer pessoa que se apresenta com alguma deficiência ou deformidade anatômica, seja ela, adquirida ou congênita, é o suficiente para que seja submetida aos olhares e pré-julgamentos preconceituosos de um outro ser humano que se acha “normal”. Infelizmente, a vida nos proporciona situações inusitadas e imprevisíveis, de maneiras totalmente adversas ao conceito de normalidade.
Esse “vazio” cultural, impregnado na história da humanidade, não será mudado através de imposições escritas (leis) ou até mesmo, sob forças impostas pela compaixão para com as “diferenças”. É certo que, temos que lutar sempre pela igualdade de condições, pelo respeito como cidadão, por oportunidades de trabalho, enfim, pela tão sonhada e quase utópica Acessibilidade.
Como é cultural essa polêmica, a Acessibilidade e a Inclusão Social, também terão seu tempo para se readaptarem e, não será na pura imposição do politicamente correto. Nossa luta terá que ser baseada única e exclusivamente na conscientização do ser humano, em especial, da própria Pessoa com Deficiência.
Não basta exigirmos os “nossos direitos”, temos que mostrar e provar à sociedade que nós temos e somos capazes de tudo, a superação plena é a melhor forma de provarmos esta tese. Para tanto, precisamos quebrar o preconceito da própria Pessoa com Deficiência e de seus familiares, pois, o preconceito inconsciente e despercebido se inicia dentro de casa.
A cultura aqui citada, o preconceito, a ignorância, a hipocrisia e a demagogia da sociedade em sua grande parte não me surpreende, mas, o que me deixa mais indignado, é a falta de respeito. Esta é a palavra chave para nós Pessoas com Deficiência, RESPEITO.
O Poder Público nos desrespeitam com o descaso, com a ineficiência nos atendimentos nos Postos de Saúde, com o desrespeito do direito de ir e vir, com a falta de planejamento de políticas públicas na melhoria à acessibilidade, inclusão social e profissional.
Mas a falta de respeito que mais incomoda, é a praticada covardemente contra as Pessoas com Deficiência, que é a política da necessidade, tão sórdidamente usada pelo comércio. Pois, ser deficiente ou ter alguma deficiência é sinônimo de necessidade de diversos itens essenciais à nossa sobrevivência, e, que são oferecidos e explorados pelo mercado, este que ao meu ver, é desleal, desrespeitoso e covardemente abusivo.
Exemplos: Vejam só, uma bicicleta moderna, com quadro de alumínio, 10 marchas, e, outros detalhes mais, tem o preço no mercado em torno de R$ 600,00 a 2.000,00, pois bem, uma cadeira de rodas, com quadro de alumínio, duas rodas com pneus semelhantes ao das bicicletas, duas rodinhas rígidas, um assento de lonita ou outro tecido qualquer, chegam a custar ao cliente o equivalente a R$ 2.500,00.
Um determinado automóvel que na concessionária custa ao cliente “normal” R$ 60.000,00. Ao “deficiente” que necessita de determinada adaptação, chega a custar até R$ 84.000,00.
Ah, mas o governo concede isenção de IPI, ICMS, etc., bom, vamos esclarecer tais concessões esdrúxulas: IPI é o único concedido à qualquer Pessoa com Deficiência, dependendo do valor e das cilindradas do veículo, isso por si só já caracteriza uma forma de preconceito. ICMS só é concedido às Pessoas com Deficiência que dirijam, ou seja, o Deficiente Visual, o Tetraplégico sem condições de dirigir, ou até mesmo ao que opta por não voltar a dirigir, não tem direito à isenção do ICMS, ou seja, a nossa legislação, também é preconceituosa!
Então nossas leis já não são mais tão pertinentes e sensíveis, como dito anteriormente. Complicado esse negócio de preconceito, não acham?
Para quem tem um automóvel e precisa de uma rampa manual, acreditem, chega a custar R$ 13.000,00. Se optar por uma rampa hidráulica e elétrica, pasmem, custa em torno de R$ 22.000,00.
Eu encontrei um mecânico disposto e de boa capacidade inventiva que concordou em fazer uma rampa em meu carro, igual e com os mesmos materiais da rampa manual anteriormente citada, com material e mão-de-obra, custou R$ 1.700,00. Isso não é incrível?
Aqui em Campo Grande – MS, duas lojas de referência em consertos e vendas de cadeiras de rodas, não tem acessibilidade, isso mesmo, existem degraus na entrada das lojas, que nome se dá a isto? Desrespeito!
Exceções á parte, não temos calçadas acessíveis, não temos locais apropriados nos cinemas, teatros, locais públicos, etc. Nos restaurantes, bares e demais, às vezes, tem uma rampa, mas, as mesas não tem altura e largura para receber um cadeirante, e, nossas leis são claras nestes casos, mas, onde está o Poder Público? Onde estamos nós? Cobramos?
Portanto, cabe a nós, Pessoas com Deficiência, nos dar ao respeito, para então, cobrarmos com veemência, com propriedade, com dignidade, e, exigir das autoridades para que façam sua parte, devemos mostrar à sociedade com atitudes, exemplos e superação que merecemos o respeito e a conscientização de todos.
Para isso, precisamos nos conscientizar e aprender a nos respeitar, para então, conquistar o respeito da sociedade esclarecida.
A falta de respeito é o que nos leva à um mundo inacessível.


Adriano Garcia
Méd. Veterinário, Cidadão e Cadeirante