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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

NECESSIDADE x EXPLORAÇÃO

Alguém já viu cadeiras de rodas sendo vendidas em supermercados, conveniências, etc?
Pois bem, eu tenho uma cadeira de rodas motorizada, nesse final de ano o carregador elétrico das baterias da cadeira me deixou na mão, são os riscos que temos que conviver. Mas isso é o menor dos problemas, imaginem que ao levar o carregador em uma eletrônica para tentar descobrir o problema e saber como solucioná-lo, precisava também de um orçamento para o conserto. Pasmém, o "cara" teve a capacidade de me cobrar R$ 280,00. Isso mesmo, uma exploração sem motivo algum, quer dizer, pra mim, era uma necessidade!
Se fosse um carregador qualquer, de um aparelho qualquer, não cobrariam mais do que alguns poucos Reais, no entanto, é um ítem de extrema importância para um cadeirante.
Uma bicicleta de 10 ou 20 marchas, com quadro de carbono, duas rodas, um micro celim, etc., custa em média, uns R$ 800,00 a R$ 1.200,00 reais. Uma cadeira de rodas sem marchas, duas rodas iguais as da bicicleta e mais duas pequeninas, quadro em alumínio, etc., custará em torno de R$ 1.800,00 a R$ 4.300,00 reais.
Tem algum cabimento nesta comparação?
Uma bicicleta só compra quem quer, é uma opção!
Alguém sai por aí atrás de uma cadeira de rodas para comprar, pelo simples fato de, estarem cansados de andar?
Infelizmente, quem vai atrás de uma cadeira de rodas, certamente, não queria ou não gostaria de estar indo comprar uma, mas, o mercado não perdoa, os preços são exorbitantes e não condizentes com os custos de produção. A lucratividade no setor comercial de produtos e prestação de serviços para as Pessoas com Deficiência é inaceitável do ponto de vista moral e ético para com o cidadão com alguma deficiência.
Devemos ficar mais atentos à situações de explorações para com os produtos e equipamentos que suprem nossas necessidades e proporcionam nosso bem estar.

sábado, 6 de novembro de 2010

Justiça manda prefeitura adequar prédios a deficientes

A Justiça proferiu decisão favorável, por meio de antecipação de tutela, a uma Ação Civil Pública impetrada pelo MPE (Ministério Público Estadual) contra a prefeitura de Campo Grande, por descumprimento da lei da acessibilidade.
O objetivo da ação é obrigar o município a cumprir a lei municipal n. 3.670, de 29 de outubro de 1999, que obriga espaços urbanos, logradouros, edifícios públicos ou abertos ao público a oferecer estrutura adequada a pessoas com limitações físicas.
A lei estipulou em 30 meses o prazo para as adequações, a partir de outubro de 1999. Após este prazo, a secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano deveria tomar as providências sob pena de receber advertência, multa, interdição do estabelecimento, e até cassação do alvará de funcionamento.
Este ano, a lei completou dez anos sem que essas providências fossem tomadas.
Segundo a promotora de Justiça Cristiane Barreto Nogueira Rizkallah, o descumprimento da lei por parte do punicípio acarreta em um grande número de reclamações na 44ª Promotoria de Justiça.
“Se o Ministério Público ajuizasse uma ação civil pública para cada estabelecimento que desobedecesse a legislação vigente, iria sobrecarregar o Judiciário com demandas pontuais estendendo o problema durante incontáveis anos”, detalhou.
Por Fernanda França
 
Minha opinião:
Infeliz a declaração da Promotora de Justiça Cristiane Barreto, já que o MP não vai ajuizar ação para cada problema, nós que pagamos o "pato" e, sem acessibilidade garantida por Lei.
Pra que serve o MP então?
 
Adriano Garcia

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Prefeito preconceituoso e dissimulado!

Em relação a professora Telma Nantes, cega, que passou em concurso e foi discriminada, sofreu preconceito, foi humilhada, enganada e agora na hora de assumir o cargo, tem que se sujeitar aos caprichos do prefeito. Ela entrou na justiça pedindo indenização de R$ 120 mil, valor que não paga o que ela passou.

O prefeito quer que ela retire a ação para poder ser nomeada, absurdos e mais absurdos desse prefeito preconceituoso e desrespeitoso quando o assunto é a Acessibilidade.

Segundo Nelsinho, a questão virou judicial e que a professora será nomeada caso desista da ação judicial. “Eu pensei que ela quisesse trabalho, agora ela está agindo como alguém que quer indenização”, afirma Nelsinho.

Ela quer indenização por ter sido discriminada, se não tivesse sido discriminada, não estaria na justiça. Acho que ela tem que seguir na justiça e ser nomeada, caso contrário, estará cedendo à mais um ato de discriminação e coação por parte do prefeito Nelson Trad Filho.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Cinemark faz acordo com MPE para garantir acessibilidade

Acordo firmado entre o Ministério Público Estadual e a Rede Cinemark prevê a adaptação das instalações às normas de acessibilidade a pessoas com deficiência. O acordo, cujo nome jurídico é Termo de Ajustamento de Conduta, é fruto de inquérito aberto pela promotora Cristiane Rizkallah para apurar a inadequação do prédio.
Foram quase cinco meses para chegar ao TAC. Nesse tipo de instrumento jurídico, caso o combinado não seja cumprido, pode haver ação civil pública contra o Cinemark.
As conversas começaram em janeiro deste ano, quando o Cinemark iniciou uma reforma e a promotora viu nela a oportunidade para garantir as adequações do prédio ao decreto nº 5.296/2004. Ele prevê que cinemas, casas de espetáculos, auditórios e outros estabelecimentos devem garantir espaço de sua lotação para pessoas em cadeira de rodas, distribuídos pelo recinto em locais diversos, de boa visibilidade, próximos aos corredores, devidamente sinalizados, evitando-se áreas segregadas de público e obstrução das saídas.
As alterações serão realizadas em duas etapas. A primeira, no saguão do Cinemark, tem prazo até junho deste ano para ficar pronta, e inclui sinalização em braile, rebaixamento do balcão para venda de ingressos e de alimentos, disponibilidade de intérprete de libras, entre outras medidas. Para as obras nas salas, a rede de cinemas recebeu prazo até agosto para apresentar o projeto das intervenções. O prazo para a execução das obras será definido em nova reunião com o MPE.
Problema comum - Segundo a promotora que cuida do caso, apesar de a legislação de acessibilidade existir há bastante tempo, poucos estabelecimentos públicos ou privados estão cumprindo as regras de acessibilidade. Muitas vezes, afirma, são medidas simples e altamente realizáveis, mas que fazem a diferença para o cidadão. “Está sendo comum a falta de consciência das pessoas e a deficiência na fiscalização da Prefeitura, e raro está sendo o contrário. E as casas de espetáculo e auditórios não estão fazendo parte das exceções”, afirma.
A promotora cita o Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo como outro local com graves problemas de acessibilidade. “Enquanto os administradores públicos e os empresários não se conscientizam disso, e não promovem as adequações legais aos edifícios de suas sedes, o Ministério Público acaba tendo a dura missão de procurar consertar cidades mal construídas, chamando a atenção para esse sistema que exclui as pessoas”, observa. Para o Centro, que abriu ontem licitação para obras, ainda não há investigação aberta pelo MPE.

Por Marta Ferreira

Desrespeito flagrante em nossa Capital

O desrespeito do cidadão Campograndense ainda é impressionante e lamentável, neste domingo (18/04) saí com minha família para almoçarmos fora, fomos à Masseria, na avenida Afonso Pena, o restaurante até que tem rampa de acesso à cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, no entanto, ainda temos que nos conformar com as mesas que não são adaptadas. O pior de tudo, é o que as fotos mostram, motoristas desrespeitam sem vergonha alguma as guias rebaixadas nas calçadas. Todas essas fotos são na esquina da Masseria.
Em seguida, seguimos ao Palácio Popular da Cultura, fomos levar meu filho e sobrinho para que pudessem assistir uma peça teatral infantil, mais uma vez, fomos surpreendidos pela falta de respeito à sinalização e às Pessoas que dependem de vagas especiais, vejam as fotos em frente ao Palácio da Cultura, que também, não tem Acessibilidade para nós cadeirantes assistir uma peça em local adaptado.
Esse é o legado que um Prefeito preconceituoso e que não toma as devidas providências está deixando aos Campograndenses.
Infelizmente é assim que pessoas sem consciência, respeito e acima de tudo, educação, agem em nossa capital morena.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Rede de cinemas é denunciada ao MPE por desrespeitar lei

Sem rampas para acessos a deficientes às poltronas, o Cinemark/ Campo Grande foi denunciado ao Ministério Publico Federal, pelo deputado estadual Paulo Duarte (PT).
O petista protocolou na manhã desta quarta-feira representação na Promotoria de Justiça da Cidadania de Campo Grande, por desrespeito à Lei da Acessibilidade.
Duarte segue na linha de outras ações movidas no País contra cinemas que dificultam a locomoção de quem depende de cadeira de rodas, principalmente.
A alegação é de que no interior das salas de projeção não há rampas ou elevadores, que permitam aos expectadores com deficiência assistir aos filmes com mais conforto.
“Os acessos aos locais mais elevados são constituídos de escadas, de modo que consumidores cadeirantes ou com mobilidade reduzida são obrigados a se acomodar num pequeno espaço da primeira fileira de poltronas. É a popularmente denominada ‘turma do gargarejo’, que tem extrema dificuldade e desconforto para assistir aos filmes e ler as legendas”, reforçou Paulo Duarte, em nota enviada à imprensa.
A apuração ficará sob responsabilidade da promotora Cristiane Barreto Nogueira Rizkallah.
A expectativa é que a rede seja comunicada inicialmente para a adequação do espaço na Capital e assim evite uma ação civil pública.
Segundo a promotora, a empresa terá prazo até o início do mês de abril para a empresa se pronunciar e apresentar uma solução. (Com informações da assessoria).
 
Fonte: Ângela Kempfer

domingo, 14 de março de 2010

Motoristas desrespeitam vagas especiais em todo o país

Na hora do flagra, desculpa é o que não falta. Pela lei federal, nas vias públicas, podem estacionar em vagas reservadas maiores de 60 anos, portadores de deficiência ou pessoas com mobilidade reduzida.
O Fantástico mostra um teste nacional do respeito às vagas de idosos e deficientes.
Veja em vídeo uma senhora parando em uma vaga de deficientes físicos e tentando fugir da câmera. Por que tantos brasileiros jovens e saudáveis param nessas vagas especiais?
O Fantástico percorreu estacionamentos de dez grandes cidades brasileiras. Em ruas e shoppings de todas as regiões do país, foram flagradas inúmeras cenas de pessoas saudáveis estacionando nessas vagas. O desrespeito foi visto de norte a sul. De Palmas, no Tocantins, a Maringá, no Paraná.
A operação começou em São Paulo. A equipe do Fantástico passou três horas no Centro e em um bairro da Zona Sul, de olho nos motoristas.
Pela Lei Federal, nas vias públicas, podem estacionar em vagas reservadas maiores de 60 anos e portadores de deficiência com dificuldade para se locomover. Ou ainda pessoas com mobilidade reduzida, como um obeso, por exemplo. Mas não é só ir parando na vaga. Cartões de identificação são obrigatórios em todo o território nacional. Eles são novos, começaram a ser distribuídos em janeiro.
A punição prevista é uma multa de R$ 53,20, três pontos na habilitação e remoção do veículo. Na hora do flagra, desculpa é o que não falta. Veja em vídeo as mais variadas explicações.
No Rio de Janeiro, uma mulher almoça tranquilamente parada em uma vaga de deficiente. A amiga, advogada, está ao volante e tenta se justificar. “São cinco minutos, o carro está ligado e minha amiga está aqui do lado. Eu acho que não atrapalhei ninguém”, diz a advogada Márcia Peixoto.
O brasileiro é egoísta? Olha, eu diria muito mais que isso. É mais uma malandragem do que egoísmo”, responde um pesquisador do comportamento brasileiro, o sociólogo Alberto Carlos Almeida. Ele diz que muitas pessoas colocam o interesse individual acima da lei: “Acaba que cada um faz a sua regra. Eu transformo o espaço público quase em uma coisa privada.”
O Fantástico estacionou em um shopping center em São Paulo, onde funciona uma academia de ginástica, no horário de bastante movimento. Carros de luxo param nas vagas de idosos, bem próximas à entrada da academia. Em três horas, oito flagrantes.
“Eu tenho dor na coluna terrível e eu faço o possível para ir para um lugar mais perto por causa da minha coluna”, explicou um motorista. E quando o Fantástico perguntou o nome, a motorista se alterou.
Fernando, paraplégico há 14 anos, já perdeu as contas de quantas vezes encontrou a vaga de deficiente ocupada nesse mesmo estacionamento. “No mínimo, umas 15, 20 vezes eu já tive problemas sérios assim. Já fui quase agredido uma vez”, contou o biólogo Fernando Bianchi.
“O problema é que não há punição em estacionamentos privados, como os dos shoppings. A gente não tem esse poder, não tem poder de polícia, de fiscalização, de multar”, disse o superintendente de shopping Guillermo Bloji.
O máximo que essas pessoas podem receber é uma multa moral, ou seja, um aviso dos vigilantes dos shoppings, informando que elas estão fazendo uma coisa errada.
Mesmo nas ruas, a infração às vezes passa em branco.
Nas cidades onde a distribuição do cartão de idosos ainda não começou, como São Paulo, os fiscais de trânsito só podem orientar os motoristas. Mas a punição para quem estaciona nas vagas de deficientes está valendo. Só em 2009 foram quase oito mil multas na capital paulista.
“Tem que mexer no bolso, doer no bolso para doer na consciencia”, diz Fernando Bianchi.
Falta também fiscalização. Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, contabilizou apenas sete multas por estacionamento irregular em todo o ano passado. Mas bastou uma tarde na porta de um banco para o Fantástico registrar seis flagrantes.
Um homem larga a porta do carro aberta e diz que estava com pressa. Dois motoristas ignoram a equipe do Fantástico. E o motoqueiro responde com deboche.
Campo Grande e São Paulo foram as capitais em que houve mais desrespeito. E Fortaleza,
em 2009, mais de 600 motoristas receberam multas por parar em vagas restritas na capital Ceará. Só que durante as três horas do teste do Fantástico, em três pontos da cidade, não foi registrada nenhuma infração.
Para combater os motoristas folgados, o importante, diz o sociólogo, é protestar. “A gente só fica reclamando : ah, isso aqui é Brasil, por isso que é assim. Não, a gente tem que ir lá e reclamar, realmente”, diz o sociólogo Alberto Carlos Almeida.
 

segunda-feira, 8 de março de 2010

Não podemos ter medo de viver!

Nós, pessoas com deficiência, vivemos lutando para termos um espaço digno em nossa sociedade, afinal, somos filhos dessa sociedade, por que então essa discriminação?
As pessoas que nos veem diferente? Ou nós é que fazemos questão de sermos diferentes? Nossa luta caminha rumo a ter os direitos reconhecidos e respeitados, e, se ao invés dessa forma de luta, que na verdade, são poucos os que efetivamente lutam, nós começarmos por a cara nas ruas, nos shoppings, nos cinemas, nas baladas, nos bares, etc.
Vamos nos fazer ser vistos, quem sabe assim as pessoas também se acostumarão com nossa presença, começarão a ter consciência e a respeitar mais as ditas "diferenças".
Vamos batalhar pela igualdade, fazer com que nos vejam e respeitem as leis da acessibilidade, mas, para isso, temos que ser vistos!
Saiam de casa, venham para a vida, vamos ser vistos, vamos nos mostrar, é o único jeito de sermos felizes...
De nada adiantará exigirmos Inclusão Social se não nos incluirmos, de nada adiantará reclamar de Exclusão Profissional se não batermos às portas e mostrar do que somos capazes.
O nosso "melhor" mundo depende da gente também.

quinta-feira, 4 de março de 2010

O Aleijadinho e o Poodle

Em tempos de eleições nós os "malacabados" temos que ficar espertos, gente, nessa época nós parecemos aqueles poodlezinhos de madame, só que, é de políticos. Isso mesmo, todo candidato quer ter um "aleijadinho" do lado.
Passamos durante 2 ou 3 anos sem nem se quer, ouvir a palavra Acessibilidade, mas, quando entramos em ano eleitoral, "todo candidato" é sensível à nossa causa! Bonito, né, não!
Fico inté emocionado!!!
Tava no twitter hoje à tarde e acreditem, um deputado estadual disse que juntamente com outro dep. estadual, entregaram 01 (uma), genteeee, uma (01) cadeira de rodas para um vereador de Bodoquena-MS.
Não é de comover???
É muita cara-de-pau né, não?
Abram os olhos nestas eleições, vamos nos unir e mostrar a força dos "malacabados", não podemos ser tão pacatos e ficar esperando atitudes como a desses deputados.
Acorda Acessibilidade!!!!!

terça-feira, 2 de março de 2010

Parque dos Poderes, Acessibilidade zero!!!

Essa manhã tive que comparecer a um setor da Secretaria Estadual da Fazenda, para minha surpresa, já foi difícil de achar, pois, está escondida dentro do Parque dos Poderes, depois de uns 15 minutos rodando que nem que um "bobo", finalmente achamos, ufa!
Bom, aí começou o problema, a vaga do estacionamento para cadeirantes, estava "meio" ocupada, vamos lá, demos um jeitinho e desci do "autumóvi", para chegar a sala do "seu fulano" que eu teria que ir, outra surpresa, tudo degraus, por sorte, o "malacabado" que vos fala é bão di manobra em "cadeira elétrica"....rsrsrs, fui beirando uma canaleta, que se eu descuidasse, "fio" ia sê um tombo daqueles!
Mas, enfim, cheguei...... o"homi" que marcou comigo num tava lá!
Fiquei mais de 2 horas esperando, aí chegou um outro, que me atendeu, mas eu vou ter que retornar lá, e, começar tudo de novo....
Ah! A tal Lei da Acessibilidade, passa longe, muito longe do Parque dos Poderes! E lá é que tinha que ter!!!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A luta pelo respeito e dignidade

Telma Nantes, a professora com deficiência visual que passou em concurso público da prefeitura de Campo Grande, continua lutando pelos seus direitos, o de assumir a vaga para qual foi aprovada.
Esclarecendo um detalhe que a imprensa noticiou de maneira equivocada, a Telma passou em 1º lugar no Concurso, mas, foi em 1º lugar no geral e, não, em 1º lugar entre as vagas para as Pessoas com Deficiência. Só isso, já mostra a capacidade e competência da Telma, que é Pedagoga e vice-presidente de entidade nacional para cegos, é também, dirigente do ISMAC - Instituto Sul-mato-grossense para Cegos.
“Como educadora, entendo que a educação infantil exige o cuidar e o educar de crianças desde o berçário até 5 anos. A professora não teria condições”, disse Maria Cecília Amêndola, Secretária Municipal de Educação, ou seja, a Telma já tem um pré-julgamento decidido pela equipe multidisciplinar e endossado pela Secretaria Municipal de Educação, simplesmente, lamentável.
A luta pela Acessibilidade além de parecer sem fim, ela é usada e manipulada conforme interesses políticos, no final de 2007, o então Prefeito Nelson Trad Filho, visionando as eleições municipais, criou a Coordenadoria da Acessibilidade, na qual o Binho, um tetraplégico, seria o coordenador, pois bem, essa coordenadoria só teve a solenidade da posse, logicamente, com a presença da imprensa. O Binho nunca chegou a ter se quer, um local para trabalhar, isso é o que o Prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB) fez de melhor em sua gestão para nós, Pessoas com Deficiência.
O respeito, a dignidade, as leis, a Constituição Nacional, foram amplamente jogadas ao nada, o que nos sobrou foi a pura arte covarde da discriminação, que mais uma vez, se mostra latente na gestão do senhor Nelson Trad Filho.
Prefeito, assuma uma posição no caso da professora e pedagoga Telma Nantes, ou o senhor deixará cair em mais um descaso para com as Pessoas com Deficiência? Como deixou a Coordenadoria da Acessibilidade!
Toda luta que travamos para com o respeito às leis, simplesmente é desrespeitada por pessoas que, teóricamente, deveriam ser "conscientes", no entanto, ainda vemos algumas barbaridades, como: Telma Nantes, quando teve que ser entrevistada pela equipe multidisciplinar da Secretaria de Educação, foi surpreendida pelas risadas de um médico que teria dito: “Como você pensa que vai ensinar desse jeito?”.
Enquanto em cidades paulistas existem professores portadores de deficiência visual, em Campo Grande, a profissional foi considerada inapta por não ter condições de corrigir cadernos e provas.
“Ao inscrever no concurso o candidato toma ciência que passara pela comissão de avaliação. Esta avaliação é aplicada em todos os concursos. As regras do concurso estão publicadas no suplemento do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande), do dia 03.11.2009. A Prefeitura de Campo Grande segue a Lei Federal de 3.299 de 20 de dezembro de 1999”.
Pois é, viver com um problema físico não é tão difícil para nós, afinal, nos superamos a cada dia, o problema está nos deficientes de consciência e de respeito, estes sim, são uma barreira ainda intransponível para a Inclusão Social, Profissional e para nossa tão sonhada ACESSIBILIDADE.
Como um cadeirante, tetraplégico e solidário a Telma, em relação a "risadinha" do tal médico, deixo um ditado popular: "O maior cego é aquele que não quer enxergar".
Deixo também um alerta aos nossos políticos: Em 03 de outubro de 2010, os cegos enxergarão e os aleijados andarão até as urnas!
Desprezam nossas capacidades, mas, cuidado com nossos votos!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Sugetões...

Esse espaço (Blog) é para podermos falar sobre os mais diversos assuntos, mas principalmente, para abordagem de temas de interesse das Pessoas com Deficiência, sejam quais forem as deficiências.
Portanto, quanto mais participações houverem, melhor será o nível de informação. Esse blog serve também para a troca de experiências, sejam elas: de vida, de saúde, sexualidade, dicas, etc.
Participe com sugestões, dicas, críticas, comentários, o mais importante para nós, é poder buscar uma vida mais acessível, mais saudável e com mais respeito.


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Série Superação: Um pouco de mim e da minha profissão.

Alguns dias atrás, conheci via net o Jairo Marques, ele tem um dos melhores blogs do gênero (Acessibilidade), o blog é http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com/ e o "malacabado" é meu conterrâneo, somos de Três Lagoas-MS, visitem o blog dele, vale à pena.
Falando sobre minha lesão, eu que sou tetraplégico, quando ele ficou sabendo que eu sou Méd. Veterinário e que eu vou para ás fazendas, faço julgamento de bovinos em exposições, etc., ele disse que já havia desistido de encontrar um "malacabado" nessa profissão. Me achou papudo ... huahuahua.
Desde meu acidente, assim que recobrei a memória e a consciência, meu único objetivo era o de poder voltar a trabalhar, não tinha nem ideia de como faria, mas, era o que eu queria, e, eu batalhei, teimei e contrariei médicos, e, dei uma tapiada no destino....
Meu filho estava com 56 dias de nascido, minha esposa, uma companheira de todas às horas, minha família e a dela me dando apoio, meus amigos por perto e apoiando, por que não voltar a trabalhar? E mais, por que não voltar a ser feliz?
Eu trabalho na área da Pecuária de Melhoramento Genético, sou gerente da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu) em Campo Grande-MS, vou em fazendas, faço as avaliações zootécnicas e morfológica dos animais para selecionar os que receberão o Registro.
Hoje, eu faço muito mais atividades do que antes do meu acidente, tenho uma família linda, ótimos amigos, criadores que respeitam minhas limitações físicas e, o mais importante, solicitam o meu trabalho. Investi em cadeiras de rodas que pudessem me proporcionar acessibilidade em diferentes tipos de terrenos, afinal, eu vou pra currais embarreados, com bosta de gado, areia, pedra, capim, etc.
Portanto meus amigos, se nos restou a vida, pode ter certeza, que ainda, temos tudo.
O respeito, a acessibilidade e a consciência da sociedade virá através do nosso empenho e da nossa luta. Não fiquem em casa chorando, vamos à luta!

Às pessoas que quiserem entrar em contato, meu e-mail é adrianogarciavet@gmail.com ou pelo e-mail do blog, acessibilidadems@gmail.com. Vamos nos unir, vamos nos fortalecer, nossa luta é árdua sim, mas, nós somos e temos que ser ATREVIDOS!

Adriano Garcia - Tetraplégico e Cidadão.

Nossa luta não é fácil...

Ontem fui à uma loja que vende, conserta e aluga cadeiras de rodas, muletas, próteses e tudo mais para nós "malacabados", fiquei indignado...
Como é que pode um sujeito se atrever a prestar serviços e vender produtos para Pessoas com Deficiência, se nem mesmo respeito (cum nóis) ele tem?
Dá uma olhada na loja do "Abeia", nem acesso tem!!!

E pra completar a "barbaridade", a prefeitura fez dois acessos com rebaixamento da calçada, só que, do outro lado da rua, numa "mini praça" ou "canteiro grande".
E na calçada que dá acesso à loja do "vivente", não tem nada!
Eu fiz uma reclamação verbal ao vivente, dono da loja, para que ele solicitasse à prefeitura, rebaixamento da guia e pra que ele também faça uma "rampinha" na entrada da loja.
Se eu voltar lá e, não tiver acessibilidade, perdeu o cliente! 
É O MÍNIMO QUE EU POSSO FAZER...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

UM GOSTO DE INJUSTIÇA

Pessoal, hoje, seguramente, escrevo um dos textos mais difíceis dessa minha curta jornada de blogueiro.
Difícil porque sinto como se um ácido tivesse descendo pela minha “guela” enquanto penso em como dividir com vocês mais esse capítulo da saga de quem vive num mundo paralelo, empurrado para ele pela indiferença, pela falta de condições de acessibilidade, por uma visão ainda existente de que quem é deficiente é menos do que os outros seres humanos comuns.
Há cinco meses, contei aqui a história da Ana Carolina, advogada de Poços de Caldas (MG) que foi impedida de entrar em uma loja para comprar cadeiras. Para quem não leu ou não se lembra dos detalhes, clique no bozo que eu conto tudo... Talvez, seja fundamental bater o olho no post antigo para entender mais certo a minha angústia...
Enfim, a Aninha (que é uma florzinha miudinha, mesmo ) não foi apenas impedida de entrar na espelunca, ela foi humilhada, ela foi tratada como um ser humano menor de uma forma flagrante e desavergonhada. Ela sofreu preconceito direto e claro.
A moça não titubeou e entrou na Justiça com um pedido de ressarcimento por danos morais. E não era a grana que ela estava atrás. Ela queria, sim, era um instrumento legal para empunhar ao mundo que temos direito à dignidade, ao acesso amplo à interação com o local que bem desejarmos, ao respeito...
Não conseguir entrar em um local acontece com todo os deficientes montados ou que puxam cachorro guia a todo momento. Mas, sentir na pele que não querem que você entre num recinto por causa da sua condição física, é outro departamento...
Na audiência de reconciliação, o dono da loja, reconhecendo a meleca que fez e propôs um acordo. A Ana, que tomou uma atitude coletiva e não individual, negou receber lá umas migalhas. Queria saber o que, de fato, a Justiça achava daquela situação. Eu dou os meus aplausos por essa atitude.
Pois bem, em sua sentença, que não serve para ser discutida e sim para ser cumprida, o juiz Maurício Ferreira Cunha, deu uma rasteira que só não derrubou a Aninha porque a cadeira de rodas tá lá pra ampará-la. Agora, degustem um pouco do sabor amargo da "interpretação" feita da situação.

“O ônus da prova é a conduta que se esperava da parte para que a verdade dos fatos alegados seja admitida (...) não se viu satisfatoriamente desincumbido pela requerente (...) este juízo julga improcedente o pedido.”

Como jornalista, como cidadão tenho de engolir a seco e baixar a cabeça pra autoridade, mas, como deficiente, igualzinho a Ana (um pouco menos tortinho que ela ), digo que fiquei numa vontade de chorar sem tamanho lendo isso e de achar que não houve nada de justiça, de amparo, de conserto da ordem social.
Todo o fato foi acompanhado pela mãe da Aninha. E me digam uma coisa, queridos leitores: que preconceito, que humilhação deixa testemunhas? Sinceramente, senhor juiz, não deixa não, só deixa uma mácula na nossa trajetória “malacabada”, isso deixa sim. Em todas as situações em que me senti o cocô do cavalo do bandido por ser paraplégico só estavam eu e o meu algoz e, em vários momentos, lá estava também a minha mãe.
A decisão judicial, tem outros pontos de arrepiar os cabelos de quem tem (não é meu caso, infelizmente ).

“Há de ponderar, assim, que ainda que tenha havido um certo desconforto do contato da requerente com funcionários da empresa requerida (ressalvando que a requerente e sua genitora lá já haviam estado anteriormente (...) fato é que não se vislumbrou nos autos qualquer mácula ou constrangimento à pessoa (...).”

Como assim, “um certo desconforto”? Sempre cito o caso dos negros. Quem é negro não sente um “desconforto” quando o humilham por sua cor, tanto é que, agora, ele pode acionar a policia e firmar um ato de preconceito, mas, com deficiente que é impedido de entrar em um lugar, é um “certo desconforto”? Eu te digo, senhor, juiz, não é desconforto, é se sentir rebaixado, é se sentir excluído, desamparado. É se sentir aflito diante de um flagrante de crime contra a raça humana.
Claro que ela havia estado na loja! A porta de acesso, que estava aberta das outras vezes, estava trancada na última e os donos SE NEGARAM a abrir!!!! Se negaram a facilitar o acesso. Não queriam uma cadeirante no local, naquele momento.
Vai lá... despejem a ira no vazo do banheiro que tem mais:

“Não se trata de um serviço mantido pelo Poder Público. Trata-se, sim, de uma empresa voltada ao comércio varejista de móveis que como tantos outros (milhares) não tem sua estrutura totalmente adaptada seja pela dificuldade financeira, econômica ou qualquer outro pressuposto.”
 
Esse dizer do magistrado, coloca por terra tudo o que eu entendo por igualdade de oportunidades, de direito pleno de ir e vir, rasga a convenção da ONU pelos direitos da pessoa com deficiência. Não pode entrar no restaurante? A vida é dura. O bar não tem banheiro pra você, cadeirante? Lamento. O shopping tem escadas? Sorry, fio, fique em casa, desista, se enterre na Matrix.
Essa sentença, seu juiz, com todo respeito que lhe devo, é uma paulada certeira na fuça de milhares de pessoas com deficiência que se mobilizam, pressionam e se atrevem a conviver nesse mundo que o senhor, certamente, pode caminhar livremente. Tenho por certo que o Poder Judiciário trabalha com fatos, com os mandamentos da lei, mas também tenho ciência de que quando se batem nas palavras, quando se espancam as interpretações, elas hão de promover aquilo que bem entendemos...
A Aninha ainda não decidiu se irá recorrer da decisão. Caso ela perca em outra instância, terá de arcar com as custas do processo e com os honorários do advogado da outra parte...

Postado por Jairo Marques -  http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br

sábado, 30 de janeiro de 2010

UM MUNDO INACESSÍVEL

O tema Acessibilidade tem sido a tônica do momento, por muitos e muitos anos a Pessoa com Deficiência esteve à margem da sociedade, seja pelo preconceito ou por uma simples e ignorante falta de conhecimento do assunto. A Constituição através de leis extremamente pertinentes e de sensibilidade única, tenta, porém, sem muito efeito, incluir a Pessoa com Deficiência no seio da sociedade tida como “normal”, mas, leis escritas em papel sem alguém ou alguns que as façam serem cumpridas, acabam se tornando obsoletas, esquecidas, desrespeitadas, enfim, sem valor algum.
Mas as leis não passam de uma imposição, eu diria até, de uma simplória forma dos legisladores se sentirem politicamente corretos e, até mesmo, de se sentirem menos culpados pela desigualdade criada ao longo da existência da humanidade.
É fato que, qualquer pessoa que se apresenta com alguma deficiência ou deformidade anatômica, seja ela, adquirida ou congênita, é o suficiente para que seja submetida aos olhares e pré-julgamentos preconceituosos de um outro ser humano que se acha “normal”. Infelizmente, a vida nos proporciona situações inusitadas e imprevisíveis, de maneiras totalmente adversas ao conceito de normalidade.
Esse “vazio” cultural, impregnado na história da humanidade, não será mudado através de imposições escritas (leis) ou até mesmo, sob forças impostas pela compaixão para com as “diferenças”. É certo que, temos que lutar sempre pela igualdade de condições, pelo respeito como cidadão, por oportunidades de trabalho, enfim, pela tão sonhada e quase utópica Acessibilidade.
Como é cultural essa polêmica, a Acessibilidade e a Inclusão Social, também terão seu tempo para se readaptarem e, não será na pura imposição do politicamente correto. Nossa luta terá que ser baseada única e exclusivamente na conscientização do ser humano, em especial, da própria Pessoa com Deficiência.
Não basta exigirmos os “nossos direitos”, temos que mostrar e provar à sociedade que nós temos e somos capazes de tudo, a superação plena é a melhor forma de provarmos esta tese. Para tanto, precisamos quebrar o preconceito da própria Pessoa com Deficiência e de seus familiares, pois, o preconceito inconsciente e despercebido se inicia dentro de casa.
A cultura aqui citada, o preconceito, a ignorância, a hipocrisia e a demagogia da sociedade em sua grande parte não me surpreende, mas, o que me deixa mais indignado, é a falta de respeito. Esta é a palavra chave para nós Pessoas com Deficiência, RESPEITO.
O Poder Público nos desrespeitam com o descaso, com a ineficiência nos atendimentos nos Postos de Saúde, com o desrespeito do direito de ir e vir, com a falta de planejamento de políticas públicas na melhoria à acessibilidade, inclusão social e profissional.
Mas a falta de respeito que mais incomoda, é a praticada covardemente contra as Pessoas com Deficiência, que é a política da necessidade, tão sórdidamente usada pelo comércio. Pois, ser deficiente ou ter alguma deficiência é sinônimo de necessidade de diversos itens essenciais à nossa sobrevivência, e, que são oferecidos e explorados pelo mercado, este que ao meu ver, é desleal, desrespeitoso e covardemente abusivo.
Exemplos: Vejam só, uma bicicleta moderna, com quadro de alumínio, 10 marchas, e, outros detalhes mais, tem o preço no mercado em torno de R$ 600,00 a 2.000,00, pois bem, uma cadeira de rodas, com quadro de alumínio, duas rodas com pneus semelhantes ao das bicicletas, duas rodinhas rígidas, um assento de lonita ou outro tecido qualquer, chegam a custar ao cliente o equivalente a R$ 2.500,00.
Um determinado automóvel que na concessionária custa ao cliente “normal” R$ 60.000,00. Ao “deficiente” que necessita de determinada adaptação, chega a custar até R$ 84.000,00.
Ah, mas o governo concede isenção de IPI, ICMS, etc., bom, vamos esclarecer tais concessões esdrúxulas: IPI é o único concedido à qualquer Pessoa com Deficiência, dependendo do valor e das cilindradas do veículo, isso por si só já caracteriza uma forma de preconceito. ICMS só é concedido às Pessoas com Deficiência que dirijam, ou seja, o Deficiente Visual, o Tetraplégico sem condições de dirigir, ou até mesmo ao que opta por não voltar a dirigir, não tem direito à isenção do ICMS, ou seja, a nossa legislação, também é preconceituosa!
Então nossas leis já não são mais tão pertinentes e sensíveis, como dito anteriormente. Complicado esse negócio de preconceito, não acham?
Para quem tem um automóvel e precisa de uma rampa manual, acreditem, chega a custar R$ 13.000,00. Se optar por uma rampa hidráulica e elétrica, pasmem, custa em torno de R$ 22.000,00.
Eu encontrei um mecânico disposto e de boa capacidade inventiva que concordou em fazer uma rampa em meu carro, igual e com os mesmos materiais da rampa manual anteriormente citada, com material e mão-de-obra, custou R$ 1.700,00. Isso não é incrível?
Aqui em Campo Grande – MS, duas lojas de referência em consertos e vendas de cadeiras de rodas, não tem acessibilidade, isso mesmo, existem degraus na entrada das lojas, que nome se dá a isto? Desrespeito!
Exceções á parte, não temos calçadas acessíveis, não temos locais apropriados nos cinemas, teatros, locais públicos, etc. Nos restaurantes, bares e demais, às vezes, tem uma rampa, mas, as mesas não tem altura e largura para receber um cadeirante, e, nossas leis são claras nestes casos, mas, onde está o Poder Público? Onde estamos nós? Cobramos?
Portanto, cabe a nós, Pessoas com Deficiência, nos dar ao respeito, para então, cobrarmos com veemência, com propriedade, com dignidade, e, exigir das autoridades para que façam sua parte, devemos mostrar à sociedade com atitudes, exemplos e superação que merecemos o respeito e a conscientização de todos.
Para isso, precisamos nos conscientizar e aprender a nos respeitar, para então, conquistar o respeito da sociedade esclarecida.
A falta de respeito é o que nos leva à um mundo inacessível.


Adriano Garcia
Méd. Veterinário, Cidadão e Cadeirante

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Deficientes sim, Vencedores também!

Os equipamentos de segurança (EPI) são muito importantes para todos os trabalhos, sendo cada um deles aplicado a sua atividade. O acidente é um caminho para que o fio que nos separa da doença e até da morte possa ser cortado e como consequência nos afeta.
Porém um acidente grave pode nos trazer algumas consequências que vão perdurar por nossas vidas ou pela vida de pessoas queridas, mas também nos serve para ensinar a viver de uma forma diferente e para aprendermos a dar mais valor a vida, as coisas mais simples e importância ao amor da família.
O mesmo ocorre quando perdemos ou temos reduzido o movimento de um ou mais membros do corpo e passamos a depender mais de outras pessoas. A visão do mundo muda, mas por muitas vezes a revolta aparece e nos deixa cego para a nova vida que foi oferecida e as novas lutas diárias. Diárias? É isso mesmo, as lutas são diárias e a cada dia temos que vence-la, pois o preconceito, a falta de acessibilidade, o apoio do governo e a falta de oportunidade ainda são grandes.
Todos nós gostaríamos de ter uma sociedade que entendesse as dificuldades do deficiente, ninguém quer ser tratado como coitadinho, apenas que se tenha uma vida digna e dentro da normalidade. Sabemos das limitações, queremos vence-las, mas sem o devido apoio fica muito difícil.

Fonte: Blog do The Best

Nós queremos ser felizes ..... Acessibilidade+Sensibilidade!

Sábado (16/01) fui ao Palácio Popular da Cultura, mais uma vez, tive que ficar no corredor e improvisar uma cadeira para minha esposa. A sensação é horrível, será que o prefeito e os responsáveis pelos prédios públicos não conhecem Leis?
Pois bem, saimos e resolvemos ir a uma pizzaria na Av. Afonso Pena, lá tem rampa de acesso, o atendimento é bom, mas, a altura das mesas ainda é um ítem complicado para nós cadeirantes.
Acho que não custa muito aos restaurantes, pizzarias, bares, etc., terem uma ou duas mesas onde um cadeirante entre e se acomode bem, afinal, nós pagamos a conta do mesmo jeito que um cidadão que anda normalmente.
Existem muitas pessoas portadoras de deficiência em Campo Grande, e, não saem na noite, não frequentam locais públicos, por pura falta de sensibilidade dos empresários, e, pior ainda, por negligência do poder público em não cumprir e não fazer cumprir as Leis.
É uma pena!!!

Por Adriano Garcia

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A Capital dos nossos sonhos


A capital dos nossos sonhos é aquela que permite ao cidadão PRODUTIVO, ainda que em uma cadeira de rodas, poder acordar cedo, ir trabalhar e voltar no fim do dia com a
sensação do dever cumprido, por saber que garantiu o sustento de sua família, e com sua auto-estima elevada, por estar cumprindo seu papel de provedor.
A capital dos nossos sonhos é aquela que tem escadas, mas também não se esquece de que rampas são necessárias, para que a liberdade constitucional de ir e vir seja preservada... tem elevadores, pois mesmo em uma cadeira de rodas, os cidadãos PRODUTIVOS merecem ocupar seus postos nos lugares mais altos das edificações.
Essa é a capital que buscamos com todas as nossas forças e empenho por acreditar que se lutamos sem desistir, os sonhos se tornam realidade.
A poucos dias relembrei com uma amigo uma frase que diz que “as águias não sobem escadas, elas voam.”
Na Capital dos meus sonhos, as gaiolas serão abertas para que as águias alcem seus vôos e possam exercer com plenitude sua função de águia... e seremos Campograndenses orgulhosos por a "Capital dos nossos sonhos" ter se tornado uma doce realidade!!

(escrito como uma declaração de amor à capital do Mato Grosso do Sul, onde vivo a 32 anos, dos quais, 22 como cadeirante)

Fonte: Escrito por Binho