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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Prefeito preconceituoso e dissimulado!

Em relação a professora Telma Nantes, cega, que passou em concurso e foi discriminada, sofreu preconceito, foi humilhada, enganada e agora na hora de assumir o cargo, tem que se sujeitar aos caprichos do prefeito. Ela entrou na justiça pedindo indenização de R$ 120 mil, valor que não paga o que ela passou.

O prefeito quer que ela retire a ação para poder ser nomeada, absurdos e mais absurdos desse prefeito preconceituoso e desrespeitoso quando o assunto é a Acessibilidade.

Segundo Nelsinho, a questão virou judicial e que a professora será nomeada caso desista da ação judicial. “Eu pensei que ela quisesse trabalho, agora ela está agindo como alguém que quer indenização”, afirma Nelsinho.

Ela quer indenização por ter sido discriminada, se não tivesse sido discriminada, não estaria na justiça. Acho que ela tem que seguir na justiça e ser nomeada, caso contrário, estará cedendo à mais um ato de discriminação e coação por parte do prefeito Nelson Trad Filho.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Desrespeito e discriminação velada

É incrível como as pessoas ainda ignoram a presença e às leis das Pessoas com Deficiência, dias atrás estive em uma loja de telefonia, queria apenas trocar meu velho aparelho celular, é aí que tudo começa, o que poderia ser uma simples e desenrolada ação passa a ser uma desgastante e tensa tentativa de ter os nossos direitos respeitados.
Acompanhado de minha esposa entramos na loja, ela pegou uma senha e fomos aguardar, pronto, eis um início de tudo para dar em nada. Um atendente vendo um cadeirante (eu) logo se aproximou e nos disse para que fossemos atendidos como sendo "especiais", pois bem, obrigado pela atenção.
No entanto, nossa senha nos dava o direito de sermos atendidos em 2º lugar, então, passou se 7 pessoas em minha frente quando chamei o atendente e disse-lhe: "prefiro minha senha normal, pois, já se passaram 7 e eu ainda estou aqui sem ser atendido, não entendi o significado de ser "especial".
O rapaz com certa boa vontade dirige-se ao guichê "atendimento preferencial" e diz ao atendente para nos atender, vejo quando o atendente faz sinal de negativo e sai, pois bem, o atendente dirige-se à outro atendente bem a minha frente e lhe pergunta se poderia me atender, o sujeito na maior falta de educação e respeito diz que o horário acabou e ele tava indo embora, como de fato o fez!
Nem preciso dizer que minha paciência estava por um fio, né?
Olhei para a gerente e a mesma percebendo a "cagada", insistia em ficar grudada ao celular, devia tá falando com São Pedro, pelo menos pedindo orientação de como sair dali sem ser chamada por mim, perda de tempo...
Como insistiu em nos ignorar, minha mulher foi lá e a chamou, eu logo disse: a senhora não deveria estar gerenciando a loja e o sistema de atendimento? "Sim, qual o problema?"
Expliquei tudo com muita calma, e, disse-lhe que quando um cadeirante entra numa loja, nem sempre ele pedirá esmola ou ajuda, às vezes queremos ser atendidos, só isso!
Com todo respeito que ela merece, a digníssima arrumou uma atendente para nos atender e, pasmém, foi atender outro cliente. Ora, se sabe atender, porque não nos atendeu logo?
Em fim, fui atendido, justiça seja feita, muito bem pela atendente Dayana. Fui embora com aquele sentimento horrível de discriminação velada, chegando em casa enviei um e-mail à ouvidoria da empresa relatando o absurdo, 10 dias depois me responderam, provavelmente, com uma resposta padrão, pois, não mencionava em nada o assunto da reclamação e nos agradecia pela preferência, é mole?
Nessas horas me vem à cabeça, se tivesse atendentes com Deficiência Física naquela loja, tenho certeza que todos os clientes, sem distinção, seriam muito bem atendidos.
Prestem atenção senhores empresários, há uma legião de gente competente querendo e precisando trabalhar, e, o fato de apresentarem alguma deficiência física não lhes tiram a competência e nem muito menos, a educação.
A loja em que eu estive e aconteceu essa presepada é a Loja da VIVO do Shopping Campo Grande.

Por Adriano Garcia

domingo, 14 de março de 2010

Motoristas desrespeitam vagas especiais em todo o país

Na hora do flagra, desculpa é o que não falta. Pela lei federal, nas vias públicas, podem estacionar em vagas reservadas maiores de 60 anos, portadores de deficiência ou pessoas com mobilidade reduzida.
O Fantástico mostra um teste nacional do respeito às vagas de idosos e deficientes.
Veja em vídeo uma senhora parando em uma vaga de deficientes físicos e tentando fugir da câmera. Por que tantos brasileiros jovens e saudáveis param nessas vagas especiais?
O Fantástico percorreu estacionamentos de dez grandes cidades brasileiras. Em ruas e shoppings de todas as regiões do país, foram flagradas inúmeras cenas de pessoas saudáveis estacionando nessas vagas. O desrespeito foi visto de norte a sul. De Palmas, no Tocantins, a Maringá, no Paraná.
A operação começou em São Paulo. A equipe do Fantástico passou três horas no Centro e em um bairro da Zona Sul, de olho nos motoristas.
Pela Lei Federal, nas vias públicas, podem estacionar em vagas reservadas maiores de 60 anos e portadores de deficiência com dificuldade para se locomover. Ou ainda pessoas com mobilidade reduzida, como um obeso, por exemplo. Mas não é só ir parando na vaga. Cartões de identificação são obrigatórios em todo o território nacional. Eles são novos, começaram a ser distribuídos em janeiro.
A punição prevista é uma multa de R$ 53,20, três pontos na habilitação e remoção do veículo. Na hora do flagra, desculpa é o que não falta. Veja em vídeo as mais variadas explicações.
No Rio de Janeiro, uma mulher almoça tranquilamente parada em uma vaga de deficiente. A amiga, advogada, está ao volante e tenta se justificar. “São cinco minutos, o carro está ligado e minha amiga está aqui do lado. Eu acho que não atrapalhei ninguém”, diz a advogada Márcia Peixoto.
O brasileiro é egoísta? Olha, eu diria muito mais que isso. É mais uma malandragem do que egoísmo”, responde um pesquisador do comportamento brasileiro, o sociólogo Alberto Carlos Almeida. Ele diz que muitas pessoas colocam o interesse individual acima da lei: “Acaba que cada um faz a sua regra. Eu transformo o espaço público quase em uma coisa privada.”
O Fantástico estacionou em um shopping center em São Paulo, onde funciona uma academia de ginástica, no horário de bastante movimento. Carros de luxo param nas vagas de idosos, bem próximas à entrada da academia. Em três horas, oito flagrantes.
“Eu tenho dor na coluna terrível e eu faço o possível para ir para um lugar mais perto por causa da minha coluna”, explicou um motorista. E quando o Fantástico perguntou o nome, a motorista se alterou.
Fernando, paraplégico há 14 anos, já perdeu as contas de quantas vezes encontrou a vaga de deficiente ocupada nesse mesmo estacionamento. “No mínimo, umas 15, 20 vezes eu já tive problemas sérios assim. Já fui quase agredido uma vez”, contou o biólogo Fernando Bianchi.
“O problema é que não há punição em estacionamentos privados, como os dos shoppings. A gente não tem esse poder, não tem poder de polícia, de fiscalização, de multar”, disse o superintendente de shopping Guillermo Bloji.
O máximo que essas pessoas podem receber é uma multa moral, ou seja, um aviso dos vigilantes dos shoppings, informando que elas estão fazendo uma coisa errada.
Mesmo nas ruas, a infração às vezes passa em branco.
Nas cidades onde a distribuição do cartão de idosos ainda não começou, como São Paulo, os fiscais de trânsito só podem orientar os motoristas. Mas a punição para quem estaciona nas vagas de deficientes está valendo. Só em 2009 foram quase oito mil multas na capital paulista.
“Tem que mexer no bolso, doer no bolso para doer na consciencia”, diz Fernando Bianchi.
Falta também fiscalização. Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, contabilizou apenas sete multas por estacionamento irregular em todo o ano passado. Mas bastou uma tarde na porta de um banco para o Fantástico registrar seis flagrantes.
Um homem larga a porta do carro aberta e diz que estava com pressa. Dois motoristas ignoram a equipe do Fantástico. E o motoqueiro responde com deboche.
Campo Grande e São Paulo foram as capitais em que houve mais desrespeito. E Fortaleza,
em 2009, mais de 600 motoristas receberam multas por parar em vagas restritas na capital Ceará. Só que durante as três horas do teste do Fantástico, em três pontos da cidade, não foi registrada nenhuma infração.
Para combater os motoristas folgados, o importante, diz o sociólogo, é protestar. “A gente só fica reclamando : ah, isso aqui é Brasil, por isso que é assim. Não, a gente tem que ir lá e reclamar, realmente”, diz o sociólogo Alberto Carlos Almeida.
 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A luta pelo respeito e dignidade

Telma Nantes, a professora com deficiência visual que passou em concurso público da prefeitura de Campo Grande, continua lutando pelos seus direitos, o de assumir a vaga para qual foi aprovada.
Esclarecendo um detalhe que a imprensa noticiou de maneira equivocada, a Telma passou em 1º lugar no Concurso, mas, foi em 1º lugar no geral e, não, em 1º lugar entre as vagas para as Pessoas com Deficiência. Só isso, já mostra a capacidade e competência da Telma, que é Pedagoga e vice-presidente de entidade nacional para cegos, é também, dirigente do ISMAC - Instituto Sul-mato-grossense para Cegos.
“Como educadora, entendo que a educação infantil exige o cuidar e o educar de crianças desde o berçário até 5 anos. A professora não teria condições”, disse Maria Cecília Amêndola, Secretária Municipal de Educação, ou seja, a Telma já tem um pré-julgamento decidido pela equipe multidisciplinar e endossado pela Secretaria Municipal de Educação, simplesmente, lamentável.
A luta pela Acessibilidade além de parecer sem fim, ela é usada e manipulada conforme interesses políticos, no final de 2007, o então Prefeito Nelson Trad Filho, visionando as eleições municipais, criou a Coordenadoria da Acessibilidade, na qual o Binho, um tetraplégico, seria o coordenador, pois bem, essa coordenadoria só teve a solenidade da posse, logicamente, com a presença da imprensa. O Binho nunca chegou a ter se quer, um local para trabalhar, isso é o que o Prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB) fez de melhor em sua gestão para nós, Pessoas com Deficiência.
O respeito, a dignidade, as leis, a Constituição Nacional, foram amplamente jogadas ao nada, o que nos sobrou foi a pura arte covarde da discriminação, que mais uma vez, se mostra latente na gestão do senhor Nelson Trad Filho.
Prefeito, assuma uma posição no caso da professora e pedagoga Telma Nantes, ou o senhor deixará cair em mais um descaso para com as Pessoas com Deficiência? Como deixou a Coordenadoria da Acessibilidade!
Toda luta que travamos para com o respeito às leis, simplesmente é desrespeitada por pessoas que, teóricamente, deveriam ser "conscientes", no entanto, ainda vemos algumas barbaridades, como: Telma Nantes, quando teve que ser entrevistada pela equipe multidisciplinar da Secretaria de Educação, foi surpreendida pelas risadas de um médico que teria dito: “Como você pensa que vai ensinar desse jeito?”.
Enquanto em cidades paulistas existem professores portadores de deficiência visual, em Campo Grande, a profissional foi considerada inapta por não ter condições de corrigir cadernos e provas.
“Ao inscrever no concurso o candidato toma ciência que passara pela comissão de avaliação. Esta avaliação é aplicada em todos os concursos. As regras do concurso estão publicadas no suplemento do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande), do dia 03.11.2009. A Prefeitura de Campo Grande segue a Lei Federal de 3.299 de 20 de dezembro de 1999”.
Pois é, viver com um problema físico não é tão difícil para nós, afinal, nos superamos a cada dia, o problema está nos deficientes de consciência e de respeito, estes sim, são uma barreira ainda intransponível para a Inclusão Social, Profissional e para nossa tão sonhada ACESSIBILIDADE.
Como um cadeirante, tetraplégico e solidário a Telma, em relação a "risadinha" do tal médico, deixo um ditado popular: "O maior cego é aquele que não quer enxergar".
Deixo também um alerta aos nossos políticos: Em 03 de outubro de 2010, os cegos enxergarão e os aleijados andarão até as urnas!
Desprezam nossas capacidades, mas, cuidado com nossos votos!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A Capital dos nossos sonhos


A capital dos nossos sonhos é aquela que permite ao cidadão PRODUTIVO, ainda que em uma cadeira de rodas, poder acordar cedo, ir trabalhar e voltar no fim do dia com a
sensação do dever cumprido, por saber que garantiu o sustento de sua família, e com sua auto-estima elevada, por estar cumprindo seu papel de provedor.
A capital dos nossos sonhos é aquela que tem escadas, mas também não se esquece de que rampas são necessárias, para que a liberdade constitucional de ir e vir seja preservada... tem elevadores, pois mesmo em uma cadeira de rodas, os cidadãos PRODUTIVOS merecem ocupar seus postos nos lugares mais altos das edificações.
Essa é a capital que buscamos com todas as nossas forças e empenho por acreditar que se lutamos sem desistir, os sonhos se tornam realidade.
A poucos dias relembrei com uma amigo uma frase que diz que “as águias não sobem escadas, elas voam.”
Na Capital dos meus sonhos, as gaiolas serão abertas para que as águias alcem seus vôos e possam exercer com plenitude sua função de águia... e seremos Campograndenses orgulhosos por a "Capital dos nossos sonhos" ter se tornado uma doce realidade!!

(escrito como uma declaração de amor à capital do Mato Grosso do Sul, onde vivo a 32 anos, dos quais, 22 como cadeirante)

Fonte: Escrito por Binho